"Saída da escola. Estávamos zoando, brincando na chuva, esperando o ônibus. Falei, brincando que queria ficar com ele! Ele estava todo molhado, então decidiu tirar a blusa, assim, no ponto de ônibus, deixando a mostra os braços torneados e a barriga bem definida, bem na minha frente... Ai eu continuei falando que queria ficar com ele. Apesar de ser só brincadeira a galera levou a sério e pressionou para que a gente ficasse, até que acabamos dando um selinho. Mas a galera queria mais... Eu já estava toda vermelha, foi quando, graças a Deus, o ônibus chegou, mas infelizmente ele pegava o mesmo ônibus que eu. Quando já estávamos lá dentro ele se encheu da pressão e falou ‘Deixa eu acabar logo com isso!’, e me puxou para si. Foi uma sensação incrível sentir seu corpo molhado e quente tão junto ao meu, sua boca era macia e terna, só que ao mesmo tempo ele me beijava com voracidade. Quando ele me largou eu estava tonta, totalmente atordoada, mas voltei do meu estado de eloqüência instantaneamente quando ele gritou para todos que eu havia mordido a boca dele. Não sei o que aconteceu direito, só sei que começamos a brigar e eu acabei dizendo que o beijo tinha sido intragável. Pura mentira! Foi incrível! Mas o estrago já estava feito. No dia seguinte a gente já não se falava mais. Depois dele fiquei com outros garotos, sempre procurando sentir a mesma coisa que eu senti com ele. Mas não encontrei nada parecido. Eu tento, mas é inútil tentar esquecê-lo, apesar de todos me falarem que ele é o tipo certo de cara errado. Quando aconteceu o beijo, a gente só se conhecia a pouco tempo, para ser exata uma semana e meia. Agora que eu o vejo todos os dias, e apesar de não falar com ele, eu vejo suas ações. E ele é realmente um menino que não merece que nenhuma garota chore por ele. Eu acho que quando se ama alguém com muita força o coração bombeia mais sangue do que devia para o cérebro, e este não agrupa informações com clareza. Eu gosto de quem não gosta de mim, é burrice, eu sei, mas a gente não manda no coração. [...]” autor desconhecido
